Recordo-me quando minha vó, lá no interior de Minas Gerais, voltava da feira ainda cedo com a sacola cheia de legumes e frutas bem fresquinhas, acompanhadas de um tímido saquinho de café moído. Não tinha marca, nem código de barra. Era o café que o seu João das redondezas cultivava, torrava e moía para vender na feira local. Era um produto com “nome e sobrenome”. Sabia sua procedência e conhecia os métodos de cultivo. Este “cafezinho da vovó”, produzido e consumido “à moda antiga” foi banido do consumo há algum tempo por vários motivos, mas está voltando a ficar popular entre gourmets e gourmands.
O nome mudou um pouco. O famoso café do seu João, cultivado sem aditivos químicos e com respeito aos limites da natureza, é conhecido atualmente como café orgânico e ganhou novas técnicas de plantio. Mas você sabe o que ele realmente é? Trata-se de um café produzido sem utilização de qualquer tipo de aditivo químico. Como alternativa, os agricultores optam por adubos verdes e cuidados com o solo. O objetivo é garantir um solo saudável para que ele consiga sozinho cuidar da planta. O produto orgânico privilegia o uso eficiente de recursos naturais, a preservação ambiental, a manutenção da biodiversidade e a qualidade de vida humana.
O mercado de café orgânico começou a se fortalecer no final da década de 80 e início de 90, quando a produção era incipiente assim como suas certificações. Por não ser levado tão a sério nesta época, não existem registros oficiais sobre número de produtores, sobre áreas cultivas ou números de mercado. Sabe-se, porém, que os primeiros lotes de café orgânico foram exportados em 1992 para a Organic Coffee Inc. do Japão.
De acordo com o Instituto Biodinâmico (IBD), um certificador brasileiro reconhecido internacionalmente, a produção orgânica no Brasil cresce 30% ao ano. Os principais importadores de café orgânico do Brasil são: Japão, seguido pelos Estados Unidos, Eslovênia e Alemanha.
Ainda pensando no café do seu João e se analisarmos friamente, estamos fazendo o que gerações do passado estavam “carecas de saber”: a terra devolve tudo que recebe – se recebe produtos naturais, vai devolver frutos 100% livres de aditivos químicos. Chega a ser irônico. Sempre achamos que somos modernos e mais espertos que nossos avós e bisavós, mas parafraseando Cazuza “Eu vejo o museu de grandes novidades”. Estamos reproduzindo o que já era sabido. A diferença é que agora podemos incrementar técnicas e melhorar processos, mas a ideia central continua sendo a mesma. E não é que o seu João da feira não estava certo?
Não perca no próximo post, o glamour do café premium.
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